Post 25/out  5 estilos de liderança

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Cinco estilos de liderança e quando eles funcionam melhor   


Liderança: para cada momento e objetivo, há um estilo de gerir que se encaixa melhor.

Tomar decisões, direcionar a equipe e comandar projetos são algumas das atribuições de um lider.

Não existe, porém, uma fórmula única para executar essas tarefas com sucesso. Dependendo do objetivo a ser alcançado, o estilo da chefia pode variar – e muito. O professor George Kohlrieser, da escola de negócios suíça IMD, uma das mais importantes do mundo, criou um guia com cinco tipos de liderança, indicando para quais situações eles funcionam melhor.

O trabalho foi baseado em conceitos definidos pelo psicólogo e consultor Daniel Goleman.


Veja abaixo:

1. Liderança coercitiva

O que é:       é aquele estilo de liderança retratado no ditado "manda quem pode, obedece quem tem juízo". É marcado por controle e comando.

Funciona?   Sim, mas nó no curto prazo. "Ameaças funcionam se você aumentar o grau delas cada vez mais. Quando líderes coercitivos ficam sem ameaças novas, eles não conseguem fazer as coisas", escreve Kohlrieser.

Deve ser usado? É uma boa alternativa para situações de crise, para ajudar no início de uma recuperação ou solução de um problema. Mas, se o líder sabe demonstrar seu "senso de confiança e autenticidade", provavelmente não precisará disso, reforça o professor.


2. Liderança inspiradora

O que é:      é marcado pela habilidade do líder de inspirar outras pessoas a confiar em sua visão e segui-la por vontade própria. É um estilo "forte, positivo e visionário", nas palavras de Kohlrieser, e que exige um vínculo forte baseado na confiança.

Funciona?   Sim, pois a equipe confia na ligação que tem com o líder e, por isso, irá segui-lo. É um tipo de liderança crucial quando uma nova visão é exigida ou quando é necessária uma direção clara.

Deve ser usado? Sim. É a melhor forma que os chefes têm para conseguir que seus subordinados atinjam alto desempenho no longo prazo, segundo o especialista.


3. Liderança afiliativa

O que é:       é um tipo de liderança que coloca as pessoas em primeiro lugar e evita conflitos.

Funciona?   É efetivo para curar feridas em equipes divididas e para motivar durante períodos de estresse. Mas, por outro lado, "líderes afiliativos podem ter dificuldades em dar feedbacks duros ou chamar a atenção", pondera o professor.

Deve ser usado? Com parcimônia. Kohlrieser lembra que o estilo tem pontos positivos, mas que o líder precisa ter uma postura mais confiante quando uma ação crítica for necessária.


4. Liderança democrática


O que é:       é o viés seguido pelo chefe que considera a opinião de todos e espera um consenso para tomar decisões.

Funciona?    Pode até dar certo, mas com ressalvas. Esperar que todos participem para decidir algo pode demorar muito e criar uma "burocracia terrível". Mas pode ser positivo nas organizações que conseguirem simplificar a democracia para que ela não impeça o progresso, diz o professor.

Deve ser usado? Em partes. Algumas características desse estilo podem ser combinadas com as da liderança inspiradora. Nas equipes em que as pessoas confiam umas nas outras e nos seus líderes, cada funcionário está disposto a permitir que os demais tomem decisões em seu nome, mas também a opinar quando for preciso.


5. Liderança de ritmo

O que é:       é o clássico modo do líder que pressiona o time por meio da definição de metas duras.

Funciona?    Depende. Se a equipe for altamente motivada, pode ser eficaz para trazer resultados rápidos. Se combinado com empatia e compaixão, pode ajudar a desenvolver a equipe; sem esses pontos, terá inevitavelmente um efeito negativo, escreve Kohlrieser.

Deve ser usado? Sim, desde que seja no curto prazo e que esteja aliado à empatia e compaixão. "Caso contrário, não use", adverte o especialista.


Ricardo Saldanha, CEO e principal sócio da Target Outplacement, (www.targetoutplacement.com.br) especializada em Transição de Carreira e Recolocação Profissional e principal sócio da Saldanha Consulting, especializada em planejamento estratégico de RH é Engenheiro (UERJ) com Mestrado em Recursos Humanos (PUC-RJ), MBA em Gestão Empresarial (FDC), Extensão em Strategic Leadership (Escuela Ejecutiva de Madrid). Atuou como Diretor Executivo de Recursos Humanos e Diretor Executivo de em Empresas como Santander, Itaú Unibanco, TV Globo e Aracruz Celulose. Saldanha foi Vice-Presidente de Relações Institucionais da ABRH-Nacional, Palestrante da Câmera Espanhola de Comércio, Membro do Comitê Consultivo da Escola de Integração e Negócios e Membro do Comitê de Gestão de Pessoas da AMCHAM.